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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Feirão

Termina no domingo (28.06) a 9ª edição da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto.
Vi algumas coisas legais, mas não gostei de outras.
Teve o bate-papo com o Zuenir Ventura e depois conversei com o Professor Pasquale que havia palestrado às 14h, porém, não cheguei a tempo de vê-lo.
Muita lotação e uma reunião de jovens que, em sua maioria, pouco estava se lixando para os livros... Estavam mesmo curtindo Skol de canudinho.
Claro que se viu muita gente interessada em conhecer livros e autores, mas não gostei do tumulto e do berreiro.
Domingo talvez eu volte pra lá afim de conversar com José Hamilton Ribeiro, outra peça importante no tabuleiro do Jornalismo.

domingo, 27 de julho de 2008

"El Negro"

Emocionante. Assim defino o que acabei de ver pelo History Channel. A história do escritor-cartunista-gênio-canalla argentino Roberto Fontanarrosa. Um de seus personagens mais populares foi Inodoro Pereyra.
Na sua obra literária, estão lá a ligação com a infância, as paixões, os sonhos do passado e, lógico, o Futebol. Futebol com literatura, na visão de um hincha que foi jogador amador e que viveu a incomparável emoção de ser um torcedor de futebol. Neste caso em particular, um apaixonado torcedor do Rosario Central.
No Gigante de Arroyito, Setor B, Fila 10, Cadeira 81 está aposentada sua cadeira, onde assistia aos jogos do Canalla, azul y oro.
Na minha visita à Argentina no começo deste mês, fui levado pelo Sarmento à imponente livraria Ateneo. Por impulso, comprei dois livrinhos do Fontanarrosa, sem saber do tamanho da obra e da importância deste senhor para o interior do país.
E aproveito para sugerir um terceiro livro que é sobre o Central. Conta histórias incríveis sobre a maior rivalidade da Argentina (Rosario-Newell's) e fala dos personagens que são seus torcedores, desde Che Guevara até Fontanarrosa. "Canalladas, histórias de la pasión", da editora HomoSapiens. Excelente.

sábado, 31 de maio de 2008

Bola parada, Índia na área

Sem atualização no blog desde a noite de quarta-feira. Campeonatos europeus parados e seleções fazendo últimos ajustes para a EuroCopa. Tênis é o quente do momento, mas como os jogos rolam pela manhã, há pouco para eu comentar, pois pouco vi.
Neste meio tempo estou mergulhado num livro extra-futebol. É esse aí, escrito pela jornalista Mira Kandar. Ela é nascida na Índia e estudou nos Estados Unidos.
Uma reportagem bacana e direta. Ainda não terminei de ler, mas estou empolgado com o encaminhamento que ela dá para importantes questões.
A Índia já sofre a crise de falta de água potável para milhões de pessoas. As cidades sofrem com o êxodo rural e a falta de emprego e perspectivas para a maioria de seus habitantes.
A Índia tem mais de 3/4 de seus 900 milhões de habitantes vivendo na área rural, porém a agricultura está em crise vivendo um dilema que é comum a vários países "em desenvolvimento": investir na agricultura de larga escala visando a exportação ou matar a fome de seus habitantes?
O país intitula-se auto-suficiente em grãos, mas a verdade é que a morte por desnutrição lidera a estatística da mortalidade infantil. A Educação Pública é precária, dependente de investimentos privados e ações conjuntas entre ONGs e comunidades perdidas pelo interior profundo.
Por outro lado há uma gigantesca massa consumidora que passou a ter acesso à tv à cabo, celulares e computadores de última geração. O mercado consumidor está em franca expansão. Quando a maioria dos países possuir uma população envelhecida, a Índia será a nação com o maior número de jovens no planeta.
A autora prega que o futuro do planeta Terra passa pela resolução de problemas na Índia. Lendo mais da metade do livro, noto as grandes semelhanças entre a Índia e o Brasil.
Acho que há um excesso de preocupação com o Aquecimento Global. Certos problemas naturais da Índia não foram criados pelos seus habitantes. É uma questão que ainda não domino, portanto não posso me aprofundar.
Segundo meu professor particular Carlos Sarmento, Hindu é o crente na religião Hindu enquanto indiano é o sujeito que nasceu na Índia. Portanto, existem indianos hindus e indianos muçulmanos, por exemplo.
Esportes, por lá, só encontro Cricket. Até na CNN deles, só Cricket.
Um dia vou conhecer esse quebra-cabeça.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Um dos meus ídolos




Luís Fernando Veríssimo esteve hoje em Bauru. Veio, a convite do Sesc, promover o lançamento do cd de seu grupo musical, o Jazz 6. O cd chama-se Four. O sexteto é formado por cinco músicos, mas que na verdade são quatro. Era sexteto, mas saiu um e mesmo assim resolveram não alterar o nome. E são quatro porque o próprio escritor não se enquadra na classificação de Músico.
Acompanhado do Tuca vesti a camisa do Colorado para amolecer o coração do mestre. Sem jeito, interrompi a passagem de som para lhe pedir um autógrafo no livro que ele escreveu sobre o Inter: "É um prazer atender a um Colorado". Erro lamentável foi ter esquecido da máquina fotográfica.

Minhas perguntas no bate-papo das 17h30:

DeT: Porque o Inter ?
Mestre: Quando voltei dos Estados Unidos em 1947, o Inter era o time da moda no Rio Grande. E lá jogou meu grande ídolo de infância, o Tesourinha.

DeT: O livro saiu antes de o Inter vencer no Japão. O senhor pretende atualizá-lo ?
M: É. Precisamos capitalizar as conquistas da Libertadores e do Mundial.

DeT: Circulam na internet textos com o seu nome. O que o senhor acha disso ?
M: A internet é terra de ninguém, mas o que a gente pode fazer ? Tem um texto chamado "Quase" que é muito bom. Eu assinaria sem problemas, mas os outros não.

DeT: O senhor votaria a favor de um terceiro mandato para o Lula ?
M: Não. Nem acho que um terceiro mandato é coisa boa pra ele. Só lhe trará mais problemas e chateações.

O som do Sexteto rolaria as 21h, mas como quarta-feira é dia de bola, não fui pra ver.

terça-feira, 22 de abril de 2008

A hora do filé


Independente dos resultados das semi-finais que começaram hoje, um duelo final já está confirmado para 21 de maio em Moscou. É o confronto Nike-Adidas.
“No corner à minha esquerda, Adidas!, pesando milhões de Euros, verdadeira potência dos bastidores do Esporte, co-fundadora do Comitê Olímpico Internacional e sombra da Fifa”.. “À minha direita, nascida em Beaverton, Oregon, Nike!, orgulho norte-americano e símbolo da globalização da indústria e do comércio”... Ao findar maio soará novamente o gongo desta briga interminável. É simples assim: Em uma perna das semis estão Liverpool e Chelsea, patrocinados pela alemã Adidas, noutra encontram-se Barcelona e Manchester United, que trajam Nike dos pés à cabeça. É uma briga, a priori, que aparece pouco para o público, mas significa muito cifrões nas respectivas contas e na gangorra da economia esportiva.
Se você se interessa pelo tema sugiro a leitura do livro de Barbara Smitt, pesquisadora holandesa que emergiu um livro contando a história da criação da Adidas, irmã mais velha da Puma. Ambas nasceram na mesma cidade, na mesma família. Um trabalho exaustivo e meticuloso que ilumina um pouco as estranhas relações dos irmãos Dassler e as lideranças da Economia e do Esporte no século passado. A editora Zahar dá uma colher de chá, pros mais afoitos.