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sábado, 9 de maio de 2009

C-se

Estive em São Paulo na quinta-feira passada (07.05). Cursos do Comunique-se são extremamente populares dentro da comunidade de estudantes de Jornalismo.
Tem aquela empolgação dos recém-formados (todos blogueiros);
tem aquela simpatia quase sempre honesta das "estrelas";
tem tietagem explícita dos curiosos e outras coisas do gênero.
Desta vez foi no Pacaembu, no auditório do Museu do Futebol e teve a presença do locutor-fundador do SporTv, Luís Carlos Jr.
Gente muito boa que contou boas histórias. Havia muito para se explorar da vivência e da experiência dele, mas digamos que os entrevistadores não estavam muito inspirados.
Sobre o Museu escrevo mais tarde...

sábado, 31 de maio de 2008

Fraseado

-Não me preocupo com índices de audiência. A Band é obrigada a transmitir o mesmo jogo da Globo, portanto já sabemos que vamos tomar uma lavada no Ibope.

-Tenho saudades dos tempos em que a Band era o Canal do Esporte. Era uma grande equipe. Eu adorava fazer o Apito Final.

-Não participo mais de mesas redondas. Aquilo é puro circo. É polêmica em cima de polêmica, sem sentido algum.

-Pra transmitir outros esportes é fácil. Me tragam um especialista e deixem o resto comigo. O especialista vai apresentar os detalhes e o show fica ao meu comando.

-Uma transmissão de futebol tem que ser como um show. Eu vejo assim. Se o jogo ficar muito ruim, você tem que dar um jeito de prender a atenção do telespectador. Conversa com o repórter, dá uma sacaneada nele e vamos em frente.

-A fonte é sagrada. Todo jornalista tem as suas fontes. Se um dia você trair a sua fonte, você fica mal falado no mercado de trabalho.

-Eu passei 35 dias com o Dunga na Copa de 2006. Convívio diário já que a gente fazia caminhadas juntos. Todos os dias. Eu percebia que ele queria desabafar. Depois que conquistou minha confiança me contou coisas escabrosas das Copas de 94 e 98. Eu sei de muita coisa, mas não vou falar nada. Não vou aproveitar a confiança que ele teve em mim pra chamar a atenção.

-Jornalista não gosta de ninguém que bata de frente com eles. Leão, Muricy, Luxemburgo, Dunga... Esses caras não se importam de bater de frente com jornalista. E o que acontece ? O jornalista descarrega sua frustração nos comentários, seja no vídeo ou no texto.

E o recibo ?

Sexta-feira: Último dia do III Seminário de Comunicação Esportiva, promovido pelo pessoal da Unesp, mais precisamente do Gecef (Grupo de Estudos em Comunicação Esportiva e futebol).
Fui ao bate-papo com o veterano Silvio Luiz. Grandíssimo comunicador que alegrou minha infância e me ensinou algumas coisas que servem para toda vida: Irreverência, sinceridade, alguma acidez (!) e criatividade. Dá pra fazer tudo isso, empunhando um microfone ou um editor de texto.
Pergunta: "Porque seu apelido era iogurte ?"
Silvio (pra mim): "Porra, cê não leu o livro ? Tá lá... é porque me disseram que eu parecia um iogurte, porque eu era pequeno, branco e azedo".

P: Você já foi processado ?
SL: Só duas vezes. Pelo ex-árbitro José Roberto Wright e pelo Edmundo. Eu chamei o Edmundo de cafajeste e ele me ameaçou, através de seu empresário, o Pedrinho. Justo naquela época, o Palmeiras foi jogar no Equador e ele ficou preso por lá, porque tinha chutado uma câmera de TV. Eu só fui juntando os recortes de jornal. Depois o assunto morreu aí.
Ah! Teve outro processo, um apresentador de merda aí, ficou bravo porque eu não o reconheci num programa de TV.
Eu: “Fala o nome, Silvio..."
SL: “Eu não. Vai lá perguntar pra mãe dele”.

P: "E a rotina das viagens ?"
SL: "A coisa tá feia. Andaram cortando gastos na Band. Quando a gente vai fazer uma transmissão fora de São Paulo, temos que trazer nota de tudo. Vou pegar um táxi e tenho que perguntar antes: Você dá recibo ? Imagina um velho como eu, 85 anos, tendo que pedir recibo ? Que vexame. E tem nego que manda tirar nota com valor acima, pra embolsar o troco".

Estou com sono. Amanhã continuo atualizando este post.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Um dos meus ídolos




Luís Fernando Veríssimo esteve hoje em Bauru. Veio, a convite do Sesc, promover o lançamento do cd de seu grupo musical, o Jazz 6. O cd chama-se Four. O sexteto é formado por cinco músicos, mas que na verdade são quatro. Era sexteto, mas saiu um e mesmo assim resolveram não alterar o nome. E são quatro porque o próprio escritor não se enquadra na classificação de Músico.
Acompanhado do Tuca vesti a camisa do Colorado para amolecer o coração do mestre. Sem jeito, interrompi a passagem de som para lhe pedir um autógrafo no livro que ele escreveu sobre o Inter: "É um prazer atender a um Colorado". Erro lamentável foi ter esquecido da máquina fotográfica.

Minhas perguntas no bate-papo das 17h30:

DeT: Porque o Inter ?
Mestre: Quando voltei dos Estados Unidos em 1947, o Inter era o time da moda no Rio Grande. E lá jogou meu grande ídolo de infância, o Tesourinha.

DeT: O livro saiu antes de o Inter vencer no Japão. O senhor pretende atualizá-lo ?
M: É. Precisamos capitalizar as conquistas da Libertadores e do Mundial.

DeT: Circulam na internet textos com o seu nome. O que o senhor acha disso ?
M: A internet é terra de ninguém, mas o que a gente pode fazer ? Tem um texto chamado "Quase" que é muito bom. Eu assinaria sem problemas, mas os outros não.

DeT: O senhor votaria a favor de um terceiro mandato para o Lula ?
M: Não. Nem acho que um terceiro mandato é coisa boa pra ele. Só lhe trará mais problemas e chateações.

O som do Sexteto rolaria as 21h, mas como quarta-feira é dia de bola, não fui pra ver.